
Literatura
Entre o íntimo e o profissional, cada livro apresenta personagens, conflitos e narrativas próprias de seus respectivos ambientes, mas todos investigam diferentes dimensões das relações sociais e de poder.
Comece pela pergunta que mais desperta sua curiosidade.
Ao percorrer as obras, perceberá que elas dialogam entre si por temas, imagens e inquietações, revelando, pouco a pouco, a pesquisa artística que conecta todo esse universo.

Contraversão
Como o sistema molda nossas relações íntimas e interpessoais?
Contraversão é a união do universo artístico de Alexandre Tavares. Mais do que um romance, a obra evidencia uma pesquisa que atravessa literatura, fotografia, audiovisual e performance para investigar como construímos versões de nós mesmos diante das estruturas civilizatórias.
Ao acompanhar um protagonista que transforma sua própria intimidade em uma incessante busca por propósito, o livro revela as tensões entre presença e representação, desejo e consumo, liberdade e poder.
Uma narrativa sobre aquilo que mostramos ao mundo e, principalmente, sobre aquilo que permanece escondido.

Hostilidade Singular
Quem somos quando já não podemos confiar naquilo que percebemos, sentimos ou compreendemos como real?
A narrativa desloca o foco do acontecimento extraordinário para o ordinário. Aqui investigamos como a experiência corporal atravessa gestos, silêncios, distâncias, olhares e pequenas violências na dualidade dos cenários íntimos versus os ambientes corporativos.
Uma leitura sensorial e psicológica que, privilegia atmosferas e estados de presença de forma ordenada, mas não necessariamente cronológica.
Mais do que uma história, a obra propõe uma experiência de leitura, convidando o leitor a reconhecer as marcas invisíveis produzidas por traumas que irrompem nosso modo de agir.
Manifesto da
Dramaturgia Corporal na Literatura de Hostilidade Singular
Nesta obra, o corpo não funciona apenas como suporte para os acontecimentos, mas como um dos principais dispositivos narrativos da obra. Antes mesmo que a instabilidade da identidade seja plenamente compreendida, ela já se manifesta por meio de gestos, mudanças de postura, ritmos corporais, olhares e uma constante sensação de deslocamento entre os personagens. A dramaturgia corporal antecipa conflitos que a narrativa verbaliza apenas posteriormente, fazendo do corpo um espaço de revelação e, ao mesmo tempo, de ocultamento.
As relações entre os personagens também são construídas por meio das distâncias, da forma como ocupam os ambientes e do contato — ou da ausência dele. O espaço raramente é neutro: entre o íntimo e o corporativo, investigamos como os corpos se organizam em uma coreografia silenciosa em que aproximação e afastamento podem revelar estados emocionais e deslocamentos de identidade. Essa utilização do corpo e do espaço reforça a atmosfera de incerteza e transforma a percepção física em parte essencial do suspense psicológico.
Sob essa perspectiva, Hostilidade Singular amplia a pesquisa do Universo Contraversão ao demonstrar que o corpo também produz narrativa. Ele não apenas expressa emoções, mas comunica aquilo que a linguagem ainda não é capaz de dizer. A instabilidade da identidade entre pessoal e profissional se manifesta primeiro na presença física dos personagens e só depois encontra formulação verbal, fazendo da dramaturgia corporal um dos elementos mais investigativos na construção literária do romance.

Os Privilégios da Fama
Você abriria mão da sua identidade em troca da fama?
Onde a beleza nunca é inocente...
Nos bastidores da indústria da moda, a fama não é uma recompensa, mas sim uma moeda de troca. Corpos são observados como vitrines, relações se constroem sobre interesses silenciosos e o sucesso pode desaparecer na mesma velocidade de um flash.
Um romance sobre a fabricação da imagem, os mecanismos do reconhecimento e o preço invisível da fama.

Intimidade
Quanto realmente somos capazes de conhecer alguém?
Certas mudanças acontecem diante dos nossos olhos. Outras começam no silêncio da intimidade, até que um dia percebemos que a relação já não ocupa o mesmo lugar de antes.
Intimidade acompanha as transições relacionais com sensibilidade, investigando que o maior desafio de um relacionamento talvez não seja permanecer junto, mas reconhecer quem o outro se tornou.

Regras do Destino
O que é eterno não é sólido.
Regras do Destino investiga as pequenas decisões que, quase imperceptivelmente, podem transformar trajetórias inteiras. A narrativa acompanha personagens universitários, cujas vidas se cruzam por escolhas produzindo efeitos de revisão da própria identidade.
Ao longo da narrativa, sentimentos e confusões internas exploram o destino não como uma força externa, mas como resultado das relações e escolhas que construímos com o tempo, com os outros e conosco.
Um divertido e profundo romance sobre o poder das relações íntimas, suas consequências e a delicada arquitetura das possibilidades de viver.

Desejo Ardente
O desejo de ser visto transforma quem realmente somos?
Uma narrativa coral onde diferentes personagens atravessam experiências afetivas marcadas por paixão, frustração, medo e descoberta. As histórias se conectam de maneira gradual, revelando que nenhuma escolha acontece de forma isolada.
Escrito nos primeiros anos da trajetória literária de Alexandre Tavares, o romance apresenta uma estrutura dramática intensa, em que os conflitos emocionais conduzem a narrativa e evidenciam os diferentes modos como o desejo influencia as relações humanas.
Uma narrativa psicológica e policial movida por desejo e vingança.

Alucinada
Quando as luzes do palco se apagam, ninguém pertence a ninguém, e o que rola nos bastidores é o que todos querem saber.
Toda percepção é uma construção imaginária da realidade.
Em Alucinada, a realidade é deturpada e instável.
Mais do que um suspense psicológico, cada revelação modifica o significado da anterior, conduzindo o leitor por um percurso de mistério e descoberta.
Neste livro de estréia, Alexandre Tavares investiga as deturpações da realidade através da percepção, memória e os limites entre consciência e ilusão.

